segunda-feira, 24 de abril de 2017

Coreia do Norte diz que reforçará armas nucleares em resposta a porta-aviões dos EUA

 O USS Carl Vinson é visto navegando pelo Estreito de Sunda em 15 de abril, em foto divulgada pela Marinha dos EUA (Foto: US Navy ) O USS Carl Vinson é visto navegando pelo Estreito de Sunda em 15 de abril, em foto divulgada pela Marinha dos EUA (Foto: US Navy )
O USS Carl Vinson é visto navegando pelo Estreito de Sunda em 15 de abril, em foto divulgada pela Marinha dos EUA (Foto: US Navy )
A Coreia do Norte reforçará suas "medidas nucleares de autodefesa" após o envio do porta-aviões americano Carl Vinson para perto de seu território, informaram nesta segunda-feira (24) os meios de comunicação estatais, que também tacharam tal manobra de "blefe".
Em um artigo de opinião publicado pelo jornal estatal "Rodong", Pyongyang afirma que "seria um erro fatal por parte dos EUA pensar que pode amedrontar com o porta-aviões nuclear a DPRK" (siglas em inglês de República Popular Democrática de Coreia, nome oficial da Coreia do Norte).
O texto adverte que se "as provocações do inimigo" continuarem, as forças norte-coreanas "responderão com golpes mortais" e resistirão a "qualquer tentativa de guerra total com um ataque nuclear sem piedade".
O artigo também ameaça "aniquilar os invasores" e anuncia que o exército e o povo norte-coreanos "reforçarão suas medidas de dissuasão nuclear para a autodefesa de todas as formas possíveis".

Porta-aviões

A Coreia do Norte voltou a reagir deste modo ao envio à região do porta-aviões nuclear USS Carl Vinson em resposta aos contínuos testes balísticos norte-coreanos.
A embarcação e sua frota de ataque se encontram atualmente realizando exercícios conjuntos estratégicos com tropas japonesas no Pacífico e planejam se aproximar da península da Coreia no final desta semana.
Washington anunciou há duas semanas que tinha enviado o porta-aviões em resposta a um teste de mísseis norte-coreano no início de abril, embora a frota tivesse participado primeiro de exercícios com a Austrália sem que a Casa Branca confirmasse até a última quinta-feira.
Em meio à grande tensão na região, na próxima terça-feira será comemorado o 85º aniversário do Exército Popular da Coreia, uma data importante para o regime de Kim Jong-un e que, segundo alguns analistas, pode ser a ocasião para um novo teste balístico de Pyongyang.
As últimas imagens registradas via satélite do centro de testes nucleares de Punggye-ri (nordeste) mostravam supostos preparativos para uma nova operação deste tipo.

China pede cautela

Em um telefonema a Donald Trump nesta segunda-feira, o presidente da China, Xi Jinping, pediu que todos os lados demonstrem cautela. A China é a única aliada da Coreia do Norte, mas tem expressado revolta com seus programas nuclear e de mísseis e frustração com a beligerância do regime.
Pequim, que vem pedindo a desnuclearização da península coreana, está cada vez mais receosa de que a situação saia de controle, levando a uma guerra e ao colapso total de seu vizinho isolado e empobrecido.
Na conversa, Xi disse a Trump que seu país se opõe resolutamente a qualquer ação que contrarie as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês.
A China "espera que todos os lados relevantes demonstrem cautela e evitem fazer qualquer coisa que piore a situação tensa na península", disse a chancelaria em um comunicando, parafraseando Xi.
A questão nuclear só pode ser resolvida rapidamente com todos os países relevantes seguindo na mesma direção, e a China está disposta a trabalhar com todas as partes, inclusive os EUA, para garantir a paz, disse Xi.

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